
O Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MP-MG) denunciou o dentista campomaiorense Ricelle Weslley Oliveira Barbosa e mais 15 pessoas, todos acusados de lavar dinheiro oriundo do tráfico de drogas para uma organização criminosa. A denúncia, apresentada no dia 24 de outubro, foi recebida pela Justiça no último dia 29.
Denúncia
Segundo a acusação, assinada pelo promotor Rafael Moreno Machado, os crimes foram praticados entre novembro de 2023 e junho de 2025. Inicialmente, suspeitava-se que todos os denunciados estavam interligados, contudo, ficou demonstrada a existência de grupos distintos.
A investigação apurou que os líderes utilizavam-se de terceiros para depositar valores oriundos do tráfico de drogas em contas bancárias, fazendo a inserção dos valores de origem ilícita no mercado lícito.
Dentista envolvido
De acordo com a denúncia, o dentista Ricelle Barbosa, que reside em Campo Maior, disponibilizou suas contas bancárias para que servissem de contas de passagem permitindo assim que fosse realizada a lavagem de dinheiro de milhares de reais que, depois, eram direcionados a outras contas.
Foi possível identificar ainda que o campomaiorense também pagava boletos de terceiros a partir de valores que entravam em suas contas, possibilitando desta forma que os reais interessados naqueles pagamentos ficassem ocultos. Para que procedesse desta forma cobrava a porcentagem de 1% do valor que ingressava em suas contas bancárias.
Ainda conforme a denúncia, Campo Maior figurou entre as cidades com maiores somas de valores apresentados no relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Valores milionários
O órgão ministerial sustenta que Ricelle Barbosa movimentou valores milionários no esquema de lavagem de dinheiro. No decorrer da investigação, foram identificados extratos bancários de uma única conta de Ricelle indicando movimentação entre maio e novembro de 2023, do montante de R$ 3.234.824,46 a crédito e R$ 3.235.350,00 a débito. Assim, há quase que uma correspondência exata entre entradas e saídas da referida conta bancária, característica de conta de passagem utilizada para a lavagem de dinheiro.
Em outra conta bancária de Ricelle, foi identificado o mesmo padrão de entradas e saídas de recursos de grande valor, R$ 589.171,00 de créditos e R$ 595.739,77 de débitos.
Denúncia recebida
Ao receber a denúncia, o juiz Bruno Henrique Taveira, da 3ª Vara de Tóxicos, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Comarca de Belo Horizonte, determinou a citação dois réus, para que apresentassem resposta à acusação.
Com informações do GP1















