
O Ministério Público do Estado do Piauí ajuizou uma ação civil por ato de improbidade administrativa contra um agente da Polícia Civil lotado na Delegacia de Campo Maior. A denúncia aponta que o policial teria se apropriado de um aparelho iPhone 14 Pro Max, objeto de furto que ele mesmo ajudou a recuperar no exercício de suas funções, vendendo-o posteriormente com o auxílio de um intermediário.
Como aconteceu
O caso teve início em março de 2023, quando um iPhone 14 Pro Max desapareceu durante um envio por transportadora para São Luís (MA). Em outubro do mesmo ano, o agente de Polícia, então lotado em Campo Maior, solicitou informalmente a policiais do Maranhão que recuperassem o aparelho localizado naquele estado.
Após a recuperação, o policial teria se encontrado com um colega maranhense na cidade de Timon (MA) para receber o telefone em mãos. Contudo, em vez de restituir o bem ao legítimo proprietário ou registrá-lo oficialmente na delegacia, o agente é acusado de utilizar indevidamente a senha funcional de outro policial para lavrar um termo de restituição fraudulento, com o objetivo de ocultar a apropriação do aparelho.
Venda via WhatsApp
De posse do celular, o policial o teria enviado para a cidade de Altos (PI), onde o intermediário, também denunciado, anunciou o iPhone em um grupo de WhatsApp chamado “Agronegócios Piauí”. O aparelho foi vendido por R$ 5.100,00 a um terceiro.
De acordo com as provas bancárias anexadas ao processo, o valor da venda foi pago via PIX ao intermediário, que repassou R$ 5.000,00 para a conta pessoal do agente de polícia, retendo R$ 100,00 pela intermediação. Em depoimento, o intermediário admitiu que a venda ocorreu a pedido do policial e que já havia realizado outras negociações similares, desconfiando da origem dos bens que “saíam de dentro da delegacia”.
Consequências e pedidos do Ministério Público
O MPPI sustenta que os réus agiram dolosamente para auferir vantagem patrimonial indevida às custas da Administração Pública.
Com informações do Lupa 1















