
A Secretaria de Segurança Pública, nesta quarta-feira (16), deu cumprimento às medidas cautelares determinadas pela Justiça de Campo Maior contra o pedreiro A.F.A., (Adriano), investigado pelo acidente de trânsito que resultou na morte do jovem Diego José Pereira de Souza, de 22 anos, no dia 7 de setembro deste ano, na BR-343, em Campo Maior.


Segundo a investigação conduzida pela 1ª Delegacia Seccional de Campo Maior, o acidente aconteceu por volta das 14 horas, no bairro São Luís.
Imagens de câmeras de segurança apontaram que a motocicleta conduzida pelo investigado entrou na rodovia a partir de uma estrada secundária, interceptou a trajetória da vítima que tentou desviar, mas acabou é sendo atingida por um carro que seguia no sentido contrário.


O jovem foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência,(SAMU), e encaminhado ao Hospital Regional de Campo Maior, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.
Ainda de acordo com as investigações, após a colisão, o condutor da motocicleta deixou o local sem prestar socorro. Adriano foi identificado pela Polícia Civil após diligências e análise das imagens de segurança.

A decisão judicial registra que ele não havia comparecido à autoridade policial para prestar esclarecimentos, o que fez a Justiça determinar, então, que Adriano seja monitorado por tornozeleira eletrônica e permaneça na comarca de Campo Maior, sem autorização para deixá-la.
Também foi determinada a suspensão da habilitação ou permissão para dirigir veículo automotor até a conclusão definitiva do inquérito.

Além disso, foram autorizadas buscas em três endereços vinculados ao investigado para localizar e apreender a motocicleta utilizada no acidente, documentos do veículo, capacetes, roupas e calçados compatíveis com os registrados nas imagens.
O material deverá ser submetido à perícia para auxiliar na apuração dos fatos. O inquérito policial apura, em tese, os crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor e omissão de socorro.
A Justiça indeferiu o pedido de prisão preventiva por não haver previsão legal para a medida diante da natureza culposa do crime investigado.
















