
Com o impedimento do ex-prefeito de Boqueirão do Piauí, Valdemir Alves da Silva, conhecido como Solteiro (PT), que está inelegível até outubro de 2029 devido a uma condenação do Tribunal de Contas da União (TCU), está havendo uma disputa dentro do grupo político da prefeita Genir Ferreira para ocupar a vaga e ser a cabeça da chapa em 2028.
Clima tenso
O clima é tenso e os integrantes do grupo estão muito abalados. A tensão e a instabilidade aumentaram com a chegada de novos e gananciosos componentes, que foram integrar o grupo já pensando em ocupar espaço e, sem nenhuma vergonha, ganhar poder.
Brigas, disputas
Informações repassadas por importantes interlocutores políticos no município, apontam que com a chegada de novas lideranças começaram as brigas no grupo por espaço, sobretudo na disputa por cargos na Prefeitura Municipal, sacrificando a gestão, que já tem uma situação financeira difícil, e ainda por lugar de destaque na chapa majoritária.

Instabilidade
Velhos aliados da prefeita Genir, que está em um inferno astral, não estão satisfeitos com a possível indicação de novos integrantes do grupo na cabeça de chapa e também para ocupar cargos estratégicos da gestão municipal.
Solteiro é ficha suja
Tudo isso porque o ex-prefeito Solteiro, que era candidato de união, perdeu os direitos políticos até 2029 devido à Lei da Ficha Limpa e agora ficha suja não pode participar do próximo pleito eleitoral que elegerá prefeitos e vereadores.
Motivo da Inelegibilidade
• Rejeição de Contas pelo TCU: O ex-gestor foi condenado por não prestar contas de recursos federais (ou enviar documentação considerada incompleta) repassados ao município.
• Origem da Verba: As irregularidades envolvem recursos do programa Projovem Campo referentes ao exercício de 2014, sob a responsabilidade do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
• Prejuízo ao Erário: O montante cuja correta aplicação não foi devidamente comprovada soma R$ 546.382,00, resultando na aplicação de débitos e multas ao ex-prefeito.

Manutenção da Condenação
A defesa do ex-gestor chegou a apresentar recursos contra a decisão originária (Acórdão 11255/2021-TCU-1ª Câmara). No entanto, o TCU rejeitou os pedidos de recurso e manteve a condenação que impede Solteiro de votar ou ser votado.
• A condenação por falta de prestação de contas, sem dizer onde foi parar os recursos do Projovem Campo (exercício de 2014) continua válida e com trânsito em julgado administrativo.
Extenso histórico Judicial
Além da condenação no TCU, o ex-prefeito também foi alvo de ações movidas pelo Ministério Público Federal (MPF) no Piauí, sob condução do procurador Marco Aurélio Adão, e de inquéritos civis do Ministério Público do Estado do Piauí para apurar irregularidades em sua gestão (como contratações de serviços advocatícios sem licitação).















