
O governador Rafael Fonteles lançou, nesta segunda-feira (30), o primeiro serviço do Brasil de registro de boletim de ocorrência (BO) pelo WhatsApp, o BO Fácil. A plataforma permite ainda que o cidadão faça denúncias anônimas e até acione o número 190.
A ferramenta foi apresentada em solenidade no Espaço Piauí Gov Tech, no Centro de Teresina. Rafael destacou que o B.O Fácil vai agilizar a comunicação entre cidadãos e forças de segurança, combatendo a criminalidade e fortalecendo a transformação digital.
“É uma ferramenta importante para reduzir indicadores de violência, pois vai ajudar o trabalho das forças de segurança. Além disso, vai melhorar a comunicação do cidadão, que tem agora um canal rápido e seguro para poder fazer denúncias e relatar ocorrências de violência. Mais um exemplo de transformação digital a serviço do povo”, afirmou.
UTILIZA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
O número oficial do BO Fácil é 0800 086 0190. O serviço utiliza inteligência artificial (IA) para coletar as informações essenciais da ocorrência, como descrição dos fatos, data, local, envolvidos e objetos relacionados. Em seguida, o próprio sistema gera um protocolo em PDF, que é enviado automaticamente ao cidadão, garantindo agilidade e segurança no registro.

Além da função de boletim de ocorrência, o BO Fácil também oferece duas outras modalidades de atendimento: atendimento 190, canal direto com o Centro Integrado de Comando de Controle (CICC), com possibilidade de envio de localização pelo WhatsApp para agilizar o socorro; e denúncia anônima, por onde o cidadão pode repassar informações de forma sigilosa, sem necessidade de identificação.
REGISTRO ONLINE
O secretário da Segurança Pública do Piauí, Chico Lucas, destaca que o fato do BO Fácil permitir o registro da ocorrência sem a necessidade de ir até uma delegacia é um grande avanço.
Chico Lucas frisou ainda que o serviço também ajuda pessoas que não têm cobertura telefônica, mas têm acesso à internet.
O gestor afirmou ainda que o BO Fácil permite que o controle da narrativa da ocorrência fique com o cidadão. “Muitas vezes o policial filtrava a comunicação, e essa não pode ser controlada pelo Estado. Se você for vítima de violência, você comunica. Essa comunicação não pode ter obstáculos”, explicou Chico Lucas.















