
A quebra do sigilo telefônico do policial militar Hesron Gonçalves de Sousa e Silva, que está envolvido na morte do motorista Francisco Werick Alves da Silva, de 20 anos, ajudou a polícia a derrubar a farsa de legitima defesa criada pelo policial e a namorada esconder a verdade sobre o crime. Hesron foi indiciado por homicídio pela Polícia Civil.

O indiciamento aconteceu nessa segunda-feira, dia 25.05, após a polícia terminar de analisar o relatório técnico da perícia feita no celular do policial e da namorada dele, a mulher conhecida como Eliane.

No relatório da perícia ficou constatado que antes de tentar ligar para o número de emergência 190 da Polícia Militar, o acusado ligou para os colegas do BEPI, em Teresina, o que desmente a versão anterior de Hesron.

De acordo com o advogado da família de Werick, Hartonio Bandeira, foi constatado pela investigação que a arma caseira, que foi encontrada próximo do corpo da vítima, não estava funcionando naquela madrugada, ou seja, não poderia ter sido disparada por Werick, como também afirmou o policial Hesron em seu depoimento à Polícia Civil.

Hartonio disse que o delegado Carlos Júnior, coordenador da investigação do caso, indiciou o policial por homicídio simples, mas o advogado Hartonio revelou à nossa reportagem que vai pedir ao Ministério Público que seja revestido esse indiciamento em homicídio qualificado.

“Vou peticionar ao Ministério Público e solicitar que sejam analisados pontos importantes do inquérito que ainda precisam ser analisados e respondidos”, detalha Hartônio.
O policial Hesron Gonçalves está afastado da função no Batalhão Especial de Policiamento do Interior, BEPI, devendo ter o pedido de prisão feito pelas autoridades nos próximos dias. Francisco Werick foi morto na madrugada do dia 25 de julho de 2025, no quintal da casa da sua vizinha Eliane.
















