
A Polícia Civil marcou a data da exumação do corpo do jovem Jesus Garcia de Sousa Santos, de 23 anos, que morreu no dia 29 de dezembro do ano passado, quando trabalhava em uma máquina de cavar poço na zona Rural de Campo Maior. O procedimento cadavérico será realizado no dia 20 de fevereiro.
Exumação autorizada
A suspeita da família é de que ele tenha sido vítima de um choque elétrico. A exumação foi autorizada pelo juiz Júlio César Garcez, do Centro Regional de Inquérito, em Teresina, ainda no dia 15 de janeiro passado. O corpo de Jesus está enterrado no cemitério São Francisco, no Cidade Nova, em Campo Maior.

Investigação complementar
O processo movido pela família, pede investigação complementares sobre a morte do jovem, que supostamente teria morrido de causas naturais, tese rejeitada por familiares que passaram a ter dúvidas sobre a causa.

O que diz o juiz
Para o juiz Júlio César Garcez a exumação é necessária já que há vestígios externos relevantes. “Verifica-se que a morte da vítima foi inicialmente registrada como morte a esclarecer, tendo sido atribuída, de forma meramente administrativa, a causa natural, sem respaldo em exame técnico aprofundado, apesar da existência de vestígios externos relevantes, como escurecimento de mãos e pés e presença de bolhas, compatíveis, em tese, com possível eletrocussão”.

O juiz decidiu pela exumação após parecer do Ministério Público. O promotor de Justiça, Sérgio dos Reis Coelho, da 4ª Promotoria de Justiça de Campo Maior, já havia se manifestado a favor da exumação do corpo de Jesus Garcia.
O que diz o promotor
Para o promotor, a morte de Jesus ocorreu em um ambiente de risco, próximo a máquinas de perfurar poços e fios elétricos, o que afasta a certeza da situação de morte natural. Jesus morreu quando prestava serviço para uma empresa de perfuração de poços, na região da Serra de Santo Antônio.














